Um verdadeiro exército de cyborgs com caras esquisitas e vozes metálicas - batizado de nova força virtual de trabalho - está pronto para substituir profissionais no atendimento aos internautas. Várias empresas já trabalham para que os robôs na Web sejam comercialmente viáveis e mais agradáveis aos olhos e aos ouvidos.
É o caso de Rachel, criada pela LifeFX - www.lifefx.com, que permite que os atendentes tenham um rosto quase humano. Ou ainda, Hank, no website da Coca Cola International - www.cocacola.com, projetado para responder qualquer pergunta (em inglês), desde que não seja sobre a produção anual da Coca-Cola ou a receita do refrigerante mais popular do mundo. Ele é um atendente virtual criado pela Native Minds - www.nativeminds.com, empresa produtora desse tipo de atendentes.
Algumas empresas nos Estados Unidos já dispõem de cyborgs ou bots: entre elas, a Ford, que os utiliza dentro da companhia para relacionamento com seus revendedores. A OnetoOne tem a Yasmin para vender celulares www.one2one.co.uk; na Oracle, Allen é usado na intranet no apoio ao helpdesk; na DirectTV, Bob responde a perguntas sobre os melhores planos de acesso à rede em chat.crm.telocity.com/netagent/frame/directvdsl.asp.
Outros usos
Já existem outros ciberprodutores para criação de atendentes virtuais para vários ramos de negócios: www.kiwilogic.com ou www.nominotechnologies.com. Os robôs não se limitam aos simples bate-papos com os clientes ou usuários que se aventuram a manter um chat com eles.
"Eles podem criar jornais, pesquisar palavras em grupos de discussão, videoclipes, monitorar marcas, espionar os competidores e diversas outras aplicações", afirmou Marcus P. Zillman, especialista no assunto e responsável por uma das páginas sobre o tema: www.botspot.com. Ele foi o organizador do Seminário BOT2001, realizado em Boston, semana passada (seminars.internet.com/bot/boston01/index.html). No encontro, foram apresentadas experiências interessantes para os futuros usos desses robôs virtuais em sites de buscas, linguagem de bots de domínio público, uso de voz, sistemas sem fio, etc.
Eliza
Os agentes inteligentes para bate-papo começaram com a famosa Eliza, criada pelo professor Joseph Weizenbum, do MIT (o Instituto de Tecnologia de Massachusetts), em 1966, e depois incorporado à internet. Para os saudosistas que quiserem ver a moça em ação, os endereço são
www-ai.ijs.si/eliza-cgi-bin/eliza_script
www.peccavi.com/eliza/Dialog.html (link inválido)
O uso da inteligência artificial nesse tipo de tecnologia chega com força total com o filme AI, de Steven Spielberg, que está sendo lançado nos Estados Unidos. A idéia original de AI foi de Stanley Kubrick, o mesmo diretor de 2001 (aquele filme em que o robô H.A.L mata toda a tripulação de uma nave para não ser desligado). AI foi modificado, romanceado e preparado para atrair multidões. E trazer de novo à tona a discussão sobre a convivência dos homens com os robôs: www.spielberg-dreamworks.com/ai (link inválido).
Outros sites sobre bots:
www.botzilla.com
www.bots.com
www.centernews.com.br (link inválido)