A Globo.com adiou, mas lançou finalmente na semana passada o Zoom -
novo site de pesquisa em páginas brasileiras. Confira em:
www.zoom.com.br.
O portal adotou a tecnologia do Google, empresa americana líder de
mercado na área de buscas. A Globo seguiu os passos da UOL, que
também optou por esta alternativa no Radar UOL. Veja em:
www.radaruol.com.br.
Assim, entramos 2002 com os dois importantes portais do País a se
render ao poder do Google e abandonar os projetos tecnológicos
próprios na área de pesquisa global na Web.
Pergunta-se, então: se pesquisarmos no Radar UOL ou no Zoom teremos
mais sucesso, do que se na consulta direta no Google, em português,
por exemplo?
E a resposta é não! A página do Google no nosso idioma
(www.google.com.br) oferece o mesmo resultado.
A busca no Radar UOL é feita sem filtros. Ou seja, a resposta é
exatamente igual ao do Google e abrange sites internacionais. A do
Zoom é feita com os seguintes parâmetros: só visualiza páginas em
português e com os domínios brasileiros (.BR).
O objetivo de ambos, na verdade, não é o de oferecer algo a mais, mas
manter os seus visitantes dentro das respectivas fronteiras.
O Radar UOL já oferece recursos de pesquisa avançada, mas ainda com
algumas opções a menos, em relação ao Google. E o Zoom diz que vai
oferecer.
A Globo.com usou também a tecnologia desenvolvida pelo Radix no Zoom
para criar diretórios em áreas de conhecimento, uma alternativa
interessante, apesar de ainda contar com poucos sites e ainda não
estar totalmente integrado aos resultados.
Para os internautas, que necessitam de uma busca mais detalhada,
recomenda-se continuar a ir direto ao Google.
A outra questão que se coloca: se dois principais portais brasileiros
resolveram não mais investir em tecnologia para buscas genéricas,
quem poderá fazê-lo?
Temos, na verdade, que nos render à realidade. Não adianta trabalhar
em apenas um país e indexar tudo que ali existe, como fez o Radar UOL
e a própria Globo, por exemplo, antes de adotarem o Google.
Fórmula de sucesso de um buscador
Esse é um primeiro passo, mas a diferença entre um buscador e outro
está no algoritmo, que vai comparar a pergunta do usuário com a base
de dados recolhida pelos robôs e oferecer, pela relevância, os
melhores resultados, com a menor redundância possível, em segundos.
Eis a fórmula de sucesso do Google, aliada à grande competência
financeira e de marketing, de abrangência planetária.
O que se pode prever nessa área? A união ou o fechamento de vários
mecanismos de busca internacionais. E para os nacionais? Entrar em
nichos que dificilmente serão atingidos, a médio prazo, pelos
competidores estrangeiros, como o Radix, o Buscapé e o Miner têm
feito. Veja em:
www.radix.com.br, www.miner.com.br e www.buscape.com.br.
A conclusão: é muito caro manter um servidor para investigações
genéricas nas páginas da Internet!
Assim, com uma certa nostalgia, podemos perguntar neste ano que
começa: para onde foi a tecnologia nacional de busca genérica que
estava aqui? E a realidade responde: o Google comeu!
O colunista avisa: entra de férias e volta em fevereiro. Abraços para
todos!