Comprei este mês o novo e excelente dicionário do Houaiss. Paguei R$ 99 em uma promoção. Dois dias depois, abri o correio eletrônico e soube que o Aurélio estava na rede.
Ou seja, há diferentes opções no mercado e sinceramente qual é a melhor delas: dicionário em papel, em CD, ou usar um da Web?
No Ciberaurélio, é necessário uma senha para acesso. É um serviço restrito aos assinantes da UOL, mas você só toma conhecimento disso depois de teclar uma consulta.
Ver em: www.uol.com.br/aurelio
Fico a me perguntar, se não era o caso do maior provedor do Brasil, que já tem tantos recursos exclusivos, oferecer esse para todos os internautas por se tratar de algo tão vital?
Seguir o mesmo critério que têm com Michaelis, que se mantém bravamente aberto dentro da UOL, apesar de ter ficado restrito durante um período (www.uol.com.br/michaelis).
Na verdade, hoje já é possível se virar para investigar a grafia de determinadas palavras, através das ferramentas de busca na internet, um recurso que serve bem para palavras corriqueiras.
Outro dia me perguntaram: é a URL ou o URL? Em minutos, entrei no site Google (www.google.com) e coloquei a expressão. Recebi dezenas de confirmações. Apresentei diversos locais importantes que usavam a primeira alternativa.
Na nossa vida digital, entretanto, novas expressões derrubam qualquer redator. Quando o vocábulo é recente e vem do inglês, você descobre que existe uma certa flexibilidade do uso, que gera uma tremenda torre de babel.
Notem, por exemplo, online: (o Jornal da Tarde adotou sem o hífen).
Resposta do Google: na Veja é on-line; Em O Globo é on line;
E no Jornal do Brasil é online.
Consultas no papel: o Aurélio e o Houaiss sugerem on-line.
No Michaelis, não existe o termo.
Se não existe um padrão, opte, obviamente, pelo dicionário. Mas existem normas onde trabalhas, que nem sempre seguem esta lógica.
É bom saber quais são. Utilize um comando escondido do Google para descobrir as idiossincrasias de sua empresa:
site:[URL] [palavra procurada]
Exemplo:
site:www.estadao.com.br no-break
Recebi dezenas de respostas com no-break e apenas uma com nobreak. Aqui, no JT, então, deve-se utilizar a primeira (Aurélio e Houaiss optaram pela outra).
A falta de boas fontes para a procura por sinônimos, entretanto, considero ser a maior carência no Brasil dentro ou fora da Internet.
No Word 2000, pode-se marcar uma palavra e clicar com o botão direito do mouse, para obter uma alternativa. Mas, infelizmente, as opções são insuficientes.
A única fonte no ciberespaço que conheço é a do dicionário Universal de Portugal. Lá, apresentam sinonímias, a cada investigação. É um passo, mas ainda não resolve completamente o problema, principalmente para expressões mais novas:
Ver em: www.priberam.pt/DLPO
Assim, voltamos ao ponto: o que seria, afinal, o ideal para compra de um dicionário geral ou específico?
Expresso um sonho de consumo: um tijolão, que viria com o CD, além de uma senha para acesso ao conteúdo na rede, independente do provedor.
O preço do pacote deveria ser mais barato, do que a compra de cada uma das mídias em separado. E daria ao usuário o que eles espera do século 21:
a informação desejada, a um preço razoável, quando e onde quiser.