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Pai_dos_burros.com.br
(Artigos do Nepomuceno - 04/10/01)

Comprei este mês o novo e excelente dicionário do Houaiss. Paguei R$ 99 em uma promoção. Dois dias depois, abri o correio eletrônico e soube que o Aurélio estava na rede.

Ou seja, há diferentes opções no mercado e sinceramente qual é a melhor delas: dicionário em papel, em CD, ou usar um da Web?

No Ciberaurélio, é necessário uma senha para acesso. É um serviço restrito aos assinantes da UOL, mas você só toma conhecimento disso depois de teclar uma consulta.

Ver em: www.uol.com.br/aurelio

Fico a me perguntar, se não era o caso do maior provedor do Brasil, que já tem tantos recursos exclusivos, oferecer esse para todos os internautas por se tratar de algo tão vital?

Seguir o mesmo critério que têm com Michaelis, que se mantém bravamente aberto dentro da UOL, apesar de ter ficado restrito durante um período (www.uol.com.br/michaelis).

Na verdade, hoje já é possível se virar para investigar a grafia de determinadas palavras, através das ferramentas de busca na internet, um recurso que serve bem para palavras corriqueiras.

Outro dia me perguntaram: é a URL ou o URL? Em minutos, entrei no site Google (www.google.com) e coloquei a expressão. Recebi dezenas de confirmações. Apresentei diversos locais importantes que usavam a primeira alternativa.

Na nossa vida digital, entretanto, novas expressões derrubam qualquer redator. Quando o vocábulo é recente e vem do inglês, você descobre que existe uma certa flexibilidade do uso, que gera uma tremenda torre de babel.

Notem, por exemplo, online: (o Jornal da Tarde adotou sem o hífen).

Resposta do Google: na Veja é on-line; Em O Globo é on line;
E no Jornal do Brasil é online.

Consultas no papel: o Aurélio e o Houaiss sugerem on-line.
No Michaelis, não existe o termo.

Se não existe um padrão, opte, obviamente, pelo dicionário. Mas existem normas onde trabalhas, que nem sempre seguem esta lógica.

É bom saber quais são. Utilize um comando escondido do Google para descobrir as idiossincrasias de sua empresa:

site:[URL] [palavra procurada]

Exemplo:

site:www.estadao.com.br no-break

Recebi dezenas de respostas com no-break e apenas uma com nobreak. Aqui, no JT, então, deve-se utilizar a primeira (Aurélio e Houaiss optaram pela outra).

A falta de boas fontes para a procura por sinônimos, entretanto, considero ser a maior carência no Brasil dentro ou fora da Internet.

No Word 2000, pode-se marcar uma palavra e clicar com o botão direito do mouse, para obter uma alternativa. Mas, infelizmente, as opções são insuficientes.

A única fonte no ciberespaço que conheço é a do dicionário Universal de Portugal. Lá, apresentam sinonímias, a cada investigação. É um passo, mas ainda não resolve completamente o problema, principalmente para expressões mais novas:

Ver em: www.priberam.pt/DLPO

Assim, voltamos ao ponto: o que seria, afinal, o ideal para compra de um dicionário geral ou específico?

Expresso um sonho de consumo: um tijolão, que viria com o CD, além de uma senha para acesso ao conteúdo na rede, independente do provedor.

O preço do pacote deveria ser mais barato, do que a compra de cada uma das mídias em separado. E daria ao usuário o que eles espera do século 21:

a informação desejada, a um preço razoável, quando e onde quiser.

 
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