Assisti na semana passada o vídeo "Piratas da informática". Um filme
de 99 que conta como a Microsoft passou uma rasteira na Apple para
desenvolver o Windows.
E, pelo seu lado, como a Apple incorporou no Macintosh o conceito de
ícones e janelas criados pela Xerox.
Veja em: www.provideo.com.br/piratas.html
A moral é simples: na informática pouco se cria e muito se copia.
Vence quem escolhe bem o que imitar e com competência mercadológica.
Podemos constatar que foram poucas as grandes idéias originais, ao
longo do tempo, que resultaram em programas inovadores na rede:
Mosaic - o primeiro browser, aprimorado pela Netscape e depois pela
Microsoft;
Eudora e Pégasus - softwares de e-mail, que todos seguiram os passos;
ICQ - mensageiro, comprado pela AOL, com diversos concorrentes;
Napster - compartilhador de músicas e arquivos, inspirador depois do Kazaa, Morpheus e de outros.
Ou seja, o criador faz e a criatura foge.
Baixei, por exemplo, a nova versão 6.1 do Ópera. É um navegador
gratuito, com anúncios, que trouxe uma simples e grande idéia à Web.
Ele trabalha em um único ambiente com diversas janelas. É mais leve,
rápido e versátil que o IE e o Netscape.
A idéia evoluiu e inspirou seguidores, que resolveram criar um
verdadeiro Frankstein: pegaram o melhor do Ópera e jogaram dentro do
IE.
O resultado - acreditem - é maravilhoso!.
Os "monstrinhos" são:
Smart Explorer 6.0 - www.smarteque.com (link inválido)
Netcaptor 7.02 - www.netcaptor.com (link inválido)
Fast Browser 4.3.0 - www.fastbrowser.net
Todos têm algumas características que podemos considerar fundamentais
para os navegadores do futuro: abrem e fecham diversos sites ao mesmo
tempo (uma espécie de favorito coletivo) e facilitam a visualização
das páginas abertas na barra de rodapé.
E ainda: ao se clicar em qualquer link no correio eletrônico ou ICQ,
sempre abrem uma nova janela e terminam com aquele suplício de entrar
por cima do site que você está navegando.
São pequenas melhorias, que, no conjunto, aumentam muito a
produtividade e, depois de utilizadas, dificilmente consegue-se
voltar atrás. Experimente durante duas semanas e constate.
Detalhe: à exceção do Ópera, não são navegadores com vida própria,
precisam do IE instalado com versões mais recentes para funcionar.
São uma espécie de trepadeira digital.
O Fast Browser é disparado o melhor deles e oferece, por exemplo, uma
ferramenta que lê em voz alta a página visitada, traduz para diversos
idiomas, além de checar se todos os links contidos são válidos.
Infelizmente, devido a grande aceitação pelos usuários, os três
produtos não são gratuitos e custam na faixa dos 30 dólares. Eles têm
bloqueio de uso depois de alguns sites ou funcionam até 30 dias.
A nova geração de browsers está aí.