Imagina a cena: aquela fila enorme para comprar bilhetes para a última sessão do filme concorridíssimo. Você passa ao largo e vai direto para a outra menor para acesso à sala de exibição.
Tira orgulhoso do bolso os tíquetes impressos na sua jato de tinta.
Sim, agora só compro entradas pela internet. Só não vale a pena quando você tem certeza absoluta que o cine vai estar vazio, pois existe uma pequena taxa de administração, que é cerca de R$ 1,50 por pessoa.
O administrador do serviço que sempre uso (www.ingresso.com.br) atende às cidades do Rio, São Paulo e Brasília e oferece entradas para teatros e shows.
Outras opções em São Paulo:
www.funbynet.com.br e www.passaportebrasil.com.br
E no Rio: www.tix.com.br (link inválido)
Existem duas formas para a compra: obter uma senha, que exige que se passe na bilheteria 20 minutos antes de começar a película. Ou imprimir e ir direto para a sala de projeção.
Na hora da aquisição, você toma conhecimento do critério adotado por cada um. O pagamento sempre é feito em cartão de crédito.
No caso dos filhos, para se pagar meia, é necessário incluir o número da carteira de estudante para os maiores de 12 anos. Já tenho anotado o do meu mais velho no computador, só copio e passo para o campo apropriado do formulário.
Se a impressora pifar, vale a senha fornecida, que sempre dá direito ao ingresso sacado na bilheteria.
A maioria dos amigos com quem converso sobre essa forma de compra, ou fica com medo de colocar o número do cartão no site ou acha que vai dar alguma coisa errada: pois como é que a bilheteira vai saber que você já comprou a entrada?
Tudo funciona online e já fiz a transação mais de dez vezes em diferentes locais e ninguém nunca me olhou como marciano, ou disse que não sabia do que se tratava.
Confesso, entretanto, que ainda dá um certo frio na barriga, de que algo dê errado. Realmente, você comprar antes com cartão e ir naquela de arriscar para ver se tudo vai dar certo, é estranho, a princípio.
Eles têm uma prática esquisita, pois exigem a apresentação da carteira de identidade. E se compro para um parente? Na porta de entrada de um cinema, naquele tumulto, o recepcionista olha tão rápido o documento, que realmente não vejo o que pode fazer diferença.
Nos ingressos impressos em casa, há uma checagem, ao se passar a roleta, com um scanner portátil que lê o código de barra, e que está ali para evitar fraudes e duplicidade. Ou seja, xerocar pode significar pagar um grande King Kong na frente de uma fila.
Um sonho: passar a ter lugares marcados também no cinema, como já vi em algumas casas de exibição no exterior.
Terminar com aquele empurra-empurra clássico, onde todos os cinéfilos vivem momentos de boiada, antes de achar um lugar na sombra. O filme pode ser sobre qualquer tema, mas no corredor de entrada sempre é bang-bang.
Sim, é um grande conforto evitar aquela saída de carro apressada para a compra antecipada, o que eu sempre considerei se estressar para descansar.
E antes que me perguntem: não, não... a pipoca não sai quentinha da impressora...