Nada como umas boas férias....longe do computador, a relaxar e a
curtir uma câmera digital...e tirar fotos, muitas fotos...certo?
Nem tanto.
Foi a minha primeira longa folga com o novo brinquedo e constato:
existe ainda um caminho a ser percorrido até que eu possa abandonar
de vez uma tradicional.
Vamos aos fatos.
Você tira muito mais fotos com uma câmera digital, pois não paga pelo
filme, nem pela revelação.
Os modelos mais populares vêm com cartões de memória pequenos, de 4 a
8 MB;
Para poder zerar a memória, você necessita de um computador por
perto, pois elas ficam sem espaço para novas poses;
As lojas da esquina, aquelas que revelam em uma hora, não oferecem
ainda nada para esse problema. Os cibercafés idem.
Logo, logo você terá que comprar mais memória. Cada grupo de
fabricantes escolheu uma tecnologia diferente não compatíveis entre
si - uma verdadeira Babel.
Vejam os preços comparativos colhidos no Submarino
(www.submarino.com.br) para os diferentes cartões de 16 MB:
SmartMedia - R$ 99,00 (Fuji, Olympus)
CompactFlash - R$ 199,00 (Polaroid, Canon, Casio, Kodak)
Memory Stick (aproximado) - R$ 132,00 (Sony)
A Amazon tem uma tabela comparativa entre os cartões de memória e o
equipamentos em:
config.vikingcomponents.com/amazon/manufacturerlist.asp?type=DC
Um cartão de 16 MB para fotos de alta resolução (1.280X960) permite
48 fotos na minha Fuji MX 1200 (já descontinuada) de 1.3 Megapixel .
Se eu baixar a qualidade das mesmas, para 640X480 ficaria com uma
autonomia de 360 fotos, o que já ajuda bastante, somados aos 4 ou 8
Mb que já vêm de fábrica.
Apesar de não serem tão caros, comparados com o preço dos
equipamentos, os cartões tem um grande problema de investimento: se
você mudar de câmera de um outro fornecedor, eles podem virar sucata.
Fico espantado como sempre se criam tecnologias, onde tudo que já
temos em casa, vira areia. Por isso, passei a olhar com bastante
simpatia os modelos Mavica da Sony.
A empresa foi a única que teve o bom senso de adotar as mídias que já
existem nas ruas e casa dos usuários, como disquetes de 3,5 polegadas
ou CDs ou minis CDs.
A grande vantagem: onde você estiver, sua máquina continua pronta,
basta ir colocando novos disquetes ou CDs, bem mais baratos e
disponíveis em qualquer papelaria. Tudo se reaproveita, nada se perde.
E mais:
Não precisa plugar nada no computador;
Fotografa-se e já se faz o backup automaticamente;
Coloca-se as referências dos assuntos em cada disquete ou CD, o que
facilita muito organizar as fotos.
Um dos novos modelos é o MVC-CD200, na faixa mais salgada de US$ 800.
Grava todas as fotos em minis CDs (8cm), com capacidade de 156 MB. É
uma máquina pequena em tamanho e eficiente em armazenamento.
Veja em: www.sonystyle.com/digitalimaging/P_Feature_CD200.shtml
Os novos equipamentos Sony, que armazenam em disquetes, têm agora
também modelos que permitem salvar em cartões de memória (memory
stick), o que flexibiliza ainda mais o equipamento. Os preços variam
de US$ 350 a US$ 500 dólares. Problema: são geralmente muito grandes.
Ver em: www.sonystyle.com/digitalimaging/F_FD.shtml
Acho que o consumidor sempre procura simplicidade, flexibilidade e
padronização. câmeras fotográficas, digitais ou não, rimam com lazer.
E, confessso: nada pior do que nas horas que você quer relaxar ter de
esquentar a cabeça com limites de memória ou problemas de
compatibilidade com o computador.
Afinal, férias são férias!