Página inicial <% session("link") = request("perfil") session("itemescolhido") = request("item") %>



Câmeras digitais e férias ainda não rimam
(Artigos do Nepomuceno - 14/02/02)

Nada como umas boas férias....longe do computador, a relaxar e a curtir uma câmera digital...e tirar fotos, muitas fotos...certo?

Nem tanto.

Foi a minha primeira longa folga com o novo brinquedo e constato: existe ainda um caminho a ser percorrido até que eu possa abandonar de vez uma tradicional.

Vamos aos fatos.

Você tira muito mais fotos com uma câmera digital, pois não paga pelo filme, nem pela revelação.

Os modelos mais populares vêm com cartões de memória pequenos, de 4 a 8 MB;

Para poder zerar a memória, você necessita de um computador por perto, pois elas ficam sem espaço para novas poses;

As lojas da esquina, aquelas que revelam em uma hora, não oferecem ainda nada para esse problema. Os cibercafés idem.

Logo, logo você terá que comprar mais memória. Cada grupo de fabricantes escolheu uma tecnologia diferente não compatíveis entre si - uma verdadeira Babel.

Vejam os preços comparativos colhidos no Submarino (www.submarino.com.br) para os diferentes cartões de 16 MB:

SmartMedia - R$ 99,00 (Fuji, Olympus)
CompactFlash - R$ 199,00 (Polaroid, Canon, Casio, Kodak)
Memory Stick (aproximado) - R$ 132,00 (Sony)

A Amazon tem uma tabela comparativa entre os cartões de memória e o equipamentos em:
config.vikingcomponents.com/amazon/manufacturerlist.asp?type=DC

Um cartão de 16 MB para fotos de alta resolução (1.280X960) permite 48 fotos na minha Fuji MX 1200 (já descontinuada) de 1.3 Megapixel . Se eu baixar a qualidade das mesmas, para 640X480 ficaria com uma autonomia de 360 fotos, o que já ajuda bastante, somados aos 4 ou 8 Mb que já vêm de fábrica.

Apesar de não serem tão caros, comparados com o preço dos equipamentos, os cartões tem um grande problema de investimento: se você mudar de câmera de um outro fornecedor, eles podem virar sucata.

Fico espantado como sempre se criam tecnologias, onde tudo que já temos em casa, vira areia. Por isso, passei a olhar com bastante simpatia os modelos Mavica da Sony.

A empresa foi a única que teve o bom senso de adotar as mídias que já existem nas ruas e casa dos usuários, como disquetes de 3,5 polegadas ou CDs ou minis CDs.

A grande vantagem: onde você estiver, sua máquina continua pronta, basta ir colocando novos disquetes ou CDs, bem mais baratos e disponíveis em qualquer papelaria. Tudo se reaproveita, nada se perde.

E mais:

Não precisa plugar nada no computador; Fotografa-se e já se faz o backup automaticamente; Coloca-se as referências dos assuntos em cada disquete ou CD, o que facilita muito organizar as fotos.

Um dos novos modelos é o MVC-CD200, na faixa mais salgada de US$ 800. Grava todas as fotos em minis CDs (8cm), com capacidade de 156 MB. É uma máquina pequena em tamanho e eficiente em armazenamento.

Veja em: www.sonystyle.com/digitalimaging/P_Feature_CD200.shtml

Os novos equipamentos Sony, que armazenam em disquetes, têm agora também modelos que permitem salvar em cartões de memória (memory stick), o que flexibiliza ainda mais o equipamento. Os preços variam de US$ 350 a US$ 500 dólares. Problema: são geralmente muito grandes.

Ver em: www.sonystyle.com/digitalimaging/F_FD.shtml

Acho que o consumidor sempre procura simplicidade, flexibilidade e padronização. câmeras fotográficas, digitais ou não, rimam com lazer.

E, confessso: nada pior do que nas horas que você quer relaxar ter de esquentar a cabeça com limites de memória ou problemas de compatibilidade com o computador.

Afinal, férias são férias!

 
<< Artigo anterior Próximo artigo >>
Índice de artigos

  Clientes Perfil Nepomuceno Serviços Na Imprensa Contato