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No país dos Frankensteins
(Artigos do Nepomuceno - 20/06/02)

Uma amiga estava desesperada esta semana. "Meu computador não conecta mais". O outro me conta: "o meu pente de memória RAM queimou mesmo com o PC desligado."

Verdade seja dita: somos cada vez mais escravos das máquinas. E elas são rainhas temperamentais e sádicas.

Os eletrodomésticos são geralmente projetados e produzidos pela mesma fábrica, mesmo que com vários fornecedores. Já os micros são montados geralmente pelo próprio usuário ou na loja da esquina.

Por necessidade, somos o país dos Frankensteins.

Cada peça tem uma origem distinta: o monitor, o mouse, o modem, o teclado, a impressora, a RAM, o CD-ROM, o disco rígido, o cooler, o gabinete, a fonte, a placa-mãe, a de som, a de vídeo, o sistema operacional e os aplicativos.

As montadoras, como Dell, Compaq e outras, padronizam-nas e realizam ajustes finos, embelezam a criatura, mas tudo fica bem mais caro.

Assim, o brasileiro muitas vezes opta por comprar mais barato, sem retoques, com peças nem sempre de qualidade ideal, tendo assim, teoricamente, mais chances de ter problemas futuros.

Para diminuir os riscos, é preciso ter paciência e conhecer alguns macetes.

Saiba, por exemplo, exatamente como será composto o seu equipamento, mesmo os de grife. Os vendedores, para tornar o produto mais barato, escolhem componentes de péssima procedência.

Pense bem antes de comprar, consulte os amigos, pesquise, se informe.

Se optar por um de marca, escolha o que oferece um CD de recuperação (Quick Restore), que permite a qualquer momento voltar exatamente para o mesmo ambiente que veio de fábrica. É uma mão na roda.

Ver detalhes em: www.pontonet.com.br/novosite/artigos/050401jt.htm

Tente fugir das placas on-board, que impedem upgrades futuros e, quando pifam, comprometem o conjunto todo.

Nunca deixe o aparelho ligado na tomada e o modem na linha de telefone quando viajar.

Nas horas de pane, corra para um cibercafé. Eles já oferecem impressoras, Word e Excel. Para esses dias, tenha um webmail e passe a armazenar na rede os arquivos com o status "se eu perder esse, eu morro!".

Experimente o espaço virtual gratuito de 30 MB do Yahoo! (briefcase.yahoo.com). Pode-se usar também o ICQ pela Web, com direito a todos os contatos armazenados: lite.icq.com.

Um guia de cibercafés, que vale ter no Palm ou impresso, está em www3.tcinet.com.br/ch06/sc0601/cyber/cyber.html.

Se você trabalha muito em casa e depende do equipamento, uma boa idéia ao fazer um upgrade é não se desfazer das peças antigas. Monte devagar uma máquina de backup e a coloque em rede sempre atualizada.

Esse segundo micro, inicialmente, não precisa necessariamente de nenhum periférico, apenas os componentes internos do gabinete.

Pode-se até sofisticar e comprar um comutador de CPU. É um aparelho que permite plugar um teclado, um monitor, um mouse e acessar duas máquinas, alternadamente.

Veja um modelo em www.datatri.com.br/d_cs12.htm (link inválido). O preço é salgado: R$ 375 (tente um usado).

Moral da história: tudo que o computador dá, cobra em dobro. Ele é instável e deve ser usado pensando sempre na pane.

É triste, mas realidade.

 
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