Está realmente preparado para trabalhar e conviver na sociedade da informação? Quais são as características e as habilidades exigidas para que possamos dizer que estamos incluídos digitalmente?
O recém-lançado Livro Verde do projeto Sociedade da Informação do Ministério de Ciência e Tecnologia relembra um conceito para abordarmos esse tema: a fluência digital.
Veja em www.socinfo.org.br/livro_verde/index.htm.
Na página 49, a publicação desencava um estudo feito em 1999 pelo Conselho Nacional de Pesquisa dos Estados Unidos. "Embora alfabetizados no mundo digital, necessitamos de algo mais para efetivamente funcionar na sociedade da informação." Veja o estudo em inglês em search.nap.edu/html/beingfluent e (de forma resumida) em www.doiiit.gmu.edu/Archives/spring00/pdenning.html.
Temos de assumir algumas novas características para usar os recursos offline e online em sua plenitude.
Refletir todo o tempo, manejar a complexidade, testar soluções, trabalhar com parâmetros instáveis, organizar e navegar em estruturas de informação sempre em evolução, saber colaborar, esperar o inesperado, antecipar mudanças tecnológicas e pensar sobre tecnologia de informação de forma abstrata.
E também as habilidades: manejar itens básicos do sistema operacional, usar um processador de texto, criar ilustrações, apresentações, conectar um computador à rede, achar informações e se comunicar com os outros pela internet.
Saber criar uma planilha eletrônica e um sistema de base de dados para acesso a informações pertinentes. Por fim, aprender com materiais educativos como operar novas aplicações ou recursos dos programas já utilizados.
Eu acrescentaria: conseguir baixar programas da rede, instalá-los e ter a capacidade de aprofundar paulatinamente o uso dos softwares de uso corrente.
Esses itens compõem as bases de avaliação na formação de um cidadão digital.
Útil para empresas, escolas e governos que desejam analisar o grau de capacidade dos indivíduos na nova sociedade. E também serve como parâmetro para o balanço permanente do atual projeto do Governo Federal da Inclusão Digital.
Não podemos esquecer da experiência do programa Mobral de alfabetização na década de 70: quem assina o nome com garranchos não está alfabetizado.