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Pântano de arrobas
(Artigos do Nepomuceno - 21/11/02)

Semana passada, quase não apareci em uma reunião importante. O cliente convocou os participantes por e-mail, mas não pediu confirmação.

A mensagem não chegou e, na hora do encontro, recebi aquele telefonema aflito: "Você não vem?". Acabei indo à reunião.

Observo que está cada vez mais difícil reger essa orquestra com tantos instrumentos: celular, telefone fixo, mensageiros (tipo ICQ) e correio eletrônico.

Some-se a isso um natural acomodamento: "Ai, tá ocupado. Que droga! Acho melhor mandar um e-mail.".

É tão fácil, simples, rápido e, cada vez mais, arriscado.

Os spams, as caixas postais cheias, os erros de configuração e a falta de prática de todos nós acabaram por criar um verdadeiro pântano de arrobas, no qual estamos imersos, por enquanto até a cintura.

Eis alguns “botes” para a travessia.

Os contatos urgentes nunca devem ser feitos por e-mail. Os mensageiros são úteis quando a pessoa está online. Se não estiver, tente o celular ou o telefone fixo, nessa ordem.

As mensagens importantes, como convocações para reuniões, ou com documentos anexados devem ir assinaladas com o pedido de confirmação, que os bons programas do ramo oferecem. Quem recebe, deve ter por prática confirmar o recebimento.

Nunca devem ser discutidos problemas sérios por cartas digitais.

As palavras escritas ganham uma dimensão enorme e documentam um estado de espírito, geralmente transitório.

E, pior: podem ser replicadas para terceiros e o que era uma poça d'água vira uma lagoa. Quando o assunto for delicado, opte pelo telefone ou pelo encontro presencial.

Evite escrever cartas eletrônicas longas, que exigem tempo de maturação e revisão. Nesses casos, opte também por um telefonema.

Quando for necessário, porém, sempre deixe o texto ''dormir'' de um dia para o outro. Nada como reler os parágrafos depois de uma boa ''conversa'' com o travesseiro.

Muitas vezes copio o texto para o Word para fazer uma revisão ortográfica mais apurada do que a permitida no programa de correio. Depois de executá-la, copio de volta e envio a missiva.

Hoje, virou moda também entre estudantes de diversas áreas - e jornalistas, inclusive - enviar listas de perguntas aos entrevistados pela internet.

Na verdade, com uma relação de dez questões, temos um verdadeiro tratado a ser produzido. Quando possível, escolho responder pelo telefone para dividir com o entrevistador a tarefa de colocar no papel as idéias.

Uso, assim, as perguntas como roteiro.

Por fim, ajuda muito acrescentar no rodapé das mensagens profissionais o número do telefone, incluindo o celular.

Em vários momentos, agradeci por ter obtido rapidamente o número de um telefone, graças à assinatura detalhada de um remetente.

E como o assunto é comunicação na Web, já estou usando a versão 5.2 do Eudora (www.eudora.com) . Depois de muitas edições apenas corrigindo bugs, eles incluíram dois novos recursos para filtrar spams.

São eles: “Doesn’t intersect nickname” e “Doesn’t intersect address book”,

Criei exemplos para explicar as duas novas funcionalidades, que podem ser vistos em www.pontonet.com.br/jt/filtros .

 
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