Semana passada, assisti a um documentário no Discovery Chanel sobre os louva-a-deus. E aprendi horrorizado que as fêmeas, geralmente, matam o macho depois do acasalamento.
No mesmo dia, o meu maravilhoso Pentium 4, com o avançado Windows XP Professional, no qual cumpro todas as regras básicas de manutenção, começou a dar problema na rede local e no acesso à Web, via banda larga.
Assim, de repente, como um vento que passa ou uma cigarra que canta.
Justamente, quando as atividades se acumulam e dezenas de e-mails carentes pedem resposta.
Nossas máquinas são como aquela ‘inseta’ assassina da tevê: nos dão prazer imensuráveis e nos ferram pelas costas quando menos esperamos.
É o complexo de louva-a-deus.
A nossa sociedade se equilibra nesse paradoxo: o prazer da informação e do entretenimento e o ferrão do imponderável.
É uma lei inapelável: as peças se deterioram e, acreditem, os sistemas operacionais da Microsoft também.
Existem arquivos, principalmente as DLLs, que são compartilhadas por muitos programas e acabam batendo cabeça entre elas e deixando o ambiente gradualmente instável e mais lento.
Basta instalar novos softwares e atualizar os presentes, que a crise se agrava. E não se iluda: todos os Windows são afetados, incluindo também o 2000 e o XP Professional - um pouco menos, é verdade.
Ou seja, é necessário planejar sempre a troca de componentes internos e externos, que queimam, e reinstalar os Windows semestralmente e formatar o disco rígido de ano em ano.
Lembro recentemente de uma longa crise, na qual nenhum técnico conseguiu resolver o problema que tive no Internet Explorer, que não abria determinadas páginas.
Resolvi, então, formatar o HD e o problema desapareceu.
É fato: temos uma lógica cartesiana, que não se aplica ao micro. Mas, acreditem. Ele pára de funcionar e, talvez, apenas dez pessoas do planeta saibam realmente o motivo.
E agora, então, com as redes domésticas e com a invenção das casas inteligentes, nas quais vamos ligar o microondas pela internet, me pergunto se realmente vamos relaxar ou viraremos, de vez, técnicos de manutenção.
Nos fins de semana, em vez de irmos caminhar ao ar livre, teremos que dar aquela desculpa ao amigo: "Não posso, pois estou reinstalando o Windows aqui na minha geladeira."
Na verdade, temos de criar uma fronteira entre três momentos distintos:
manter o equipamento, aperfeiçoá-lo com novo hardware e software e usufruir do mesmo, aliás, o motivo de tudo.
Assim, nunca devemos, por exemplo, instalar um programa, por curiosidade, no meio daquela tarde cheia de trabalho.
E uma conclusão importante, se você depende do computador para sobreviver:
monte um sobressalente, que possa conectar à internet, inclusive na banda larga, para momentos de desespero.
Baixei o ViceVersa, uma boa ferramenta gratuita para ajudar nesse processo, que sincroniza os principais diretórios das duas máquinas, Ver em: www.tgrmn.com/viceve10.zip .
Tudo isso ajuda, mas nada impedirá seguirmos com a nossa sina pós-moderna: o ataque inesperado da louva-a-deus - sempre doida para te matar (de raiva).